Resposta de Lygya Maya ao comentário de Ivan Lessa (Colunista BBC Brasil) em relação a indústria da autoajuda.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100111_ivanlessa_tp.shtml?s
Sr. Ivan Lessa,
Escrevo para apontar o problema maior e mais importante do que qualquer indústria estar sendo popular ou não. Este problema refere-se a insegurança humana, ou seja, o medo. Alguns líderes usam esta emoção humana para manter as massas hipnotizadas e paralisadas.
A autoajuda ensina que devemos prestar atenção a nós mesmos e aprender o que devemos fazer para alcançar o que desejamos. Qual é o crime nisso? O senhor mesmo escreveu que “só para o bem”. Quando se refere a alguns nessa indústria terem descoberto o mapa da mina, não se esqueça de mencionar que a sua indústria também descobriu a mina quando aprendeu a nos entupir de sensacionalismo barato e muitas vezes fatos falaciosos. Mas ao contrário do senhor, quero mencionar que há na indústria de comunicação profissionais honestos e capazes de escrever uma matéria digna e honrosa, o que não foi o seu caso com esse artigo.
O senhor escreveu que, não conheceu uma única pessoa índice maior de 35 de QI que tenha se auto-ajudado com a leitura de qualquer livro do gênero. Pois bem, o senhor pode não ter conhecido, mas é até ridículo achar que isso é uma estatística realista. Conforme a sua própria informação, que mostra uma indústria que recebe mais de 21 bilhões de investimentos, “Seria possível que nenhum individuo de 35 de QI não fosse ajudado por uma leitura ou mesmo por um seminário do gênero?”.
Além disso, sua comparação entre a autoajuda e a religião também é falha partindo do principio que não monopolizamos milhares de fortunas imobiliárias e não estamos arrecadando dinheiro do nosso publico nos rituais de domingo. Nosso público esta investindo em si livremente, sem fanatismos religiosos.
O que é muito mais do que empulhação da grossa, como escreveu, não é o que o mercado motivacional esta conseguindo de resultados no mundo inteiro, mas sim a sua atitude de tentar tirar o crédito de uma indústria que conquistou e continua conquistando, independente de sua opinião, o lugar que nenhum oportunista poderá destruir. O resultado positivo que a autoajuda continua proporcionando à humanidade.
Há nessa industria que o senhor tanto abomina livros, palestrantes e terapeutas talentosos carregados de boas intenções para ajudar e não para destruir o próximo.
Se todos pensassem iguais ao senhor, a nossa sociedade seria desprovida de esperança e repleta de falta de segurança, sem contar os pensamentos negativos (ou, talvez para o senhor, realísticos), deixado de criar milhares de histórias de sucesso pelo mundo justamente por causa da influência do pensamento “positivo” nas mentes humanas.
Todos nós precisamos saber nosso potencial interior para alcançar mais sucesso, seja no trabalho ou em casa, e pensar positivo sim (incluindo o senhor). Para sua informação, na autoajuda não se critica um ao outro, se ajuda um ao outro.
Conclusão e solução:
Para que seu sucesso seja mais admirável e respeitável, aproveite sua posição de poder e sucesso usando a controvérsia de uma maneira positiva e não destrutiva. Tenho certeza de que o senhor tem talento e um QI suficiente para isso.
Sinceramente.
Lygya Maya
Coach, Terapeuta holística, escritora e palestrante